• Henrique Reichert

Voltamos com desastres na natureza e nas eleições #crvlnews011

Voltamos. Precisávamos de férias e estamos aqui novamente para provar que esta news não é - de todo - um desastre. Inclusive, este é o nosso tema de hoje.


Para catalogar e classificar a ocorrência de desastres naturais no Brasil, foi criada em 2012 a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (COBRADE), que entre as causas naturais, define os grupos geológico, hidrológico, meteorológico, climatológico e biológico.


No Brasil, excetuando as situações de calamidade pública recentes da pandemia, os casos mais comuns são decorrentes das secas e das tempestades ou excessos de chuvas. Foram 31,9 mil eventos entre 1991 a 2010 e 21,6 mil ocorrências entre 2013 a 2022, com milhares de pessoas atingidas e prejuízos milionários em danos habitacionais e infraestrutura, de forma geral.


Apesar das causas naturais das ocorrências serem bem diversificadas no tempo e espaço, é mais comum que estes eventos se evidenciem em dezembro ou julho, e as regiões brasileiras também têm suas distinções bem definidas, com tempestades mais ao Sul do país e as secas sendo mais predominantes no Nordeste e Cerrado. Projetamos estes eventos no mapa ao longo do tempo neste artigo.


Economia sem política Dessa vez está mais pra política sem economia. Mas você vai concordar conosco que há um outro tipo de desastre que não foi catalogado pelo COBRADE, são os desastres anunciados da política brasileira. Talvez você esteja querendo evitar de pensar nesta situação, mas este ano provavelmente teremos que lidar com a nossa pior escolha da vida, a das eleições presidenciais de 2022.


Mas o que queremos destacar não é uma ou outra figura pública, mas sim o processo de eleição. Pense somente nos segundos turnos das últimas quatro eleições e provavelmente da próxima definição: Alckmin e Lula (2006), Dilma e Serra (2010), Dilma e Aécio (2014), Bolsonaro e Haddad (2018) e Lula e Bolsonaro (2022).


Não precisa ser nenhum cientista político para verificar que as opções estão se tornado mais extremas uma das outras. Esta adversidade mais acirrada tem ocorrido em outros países também e nos leva a um problema simples mas extremamente complexo da forma que elegemos nosso representante maior. Pois com condições extremas, boa parte da população não se sente representado e acaba votando no "menos pior".


Para tornar isso mais didático, pense em escolher um restaurante em um grupo de 10 pessoas, duas querem ir a uma churrascaria e outras duas querem optar por uma feijoada, criando uma briga acirrada entre estas opções. Ocorre que as demais pessoas do grupo nem estão com tanta fome, queriam algo mais leve como sushi ou sanduíche, mas nenhuma delas entra em consenso. Se tivéssemos uma votação simples, a churrascaria e feijoada iriam pro segundo turno e 6 das 10 pessoas ficariam extremamente insatisfeitas.


É mais ou menos isso que acontece no Brasil, mas esta situação não é uma hipótese apenas da nossa cabeça; a França vai testar um novo sistema de votos baseado na ideia de dois matemáticos, Michel Balinski e Rida Laraki, conhecida como Majority Judgement, que tem livro e o conceito explicado na Wikipedia.


Basicamente este modelo exige que você expresse sua avaliação em cada um dos candidatos, colocando, por exemplo, Muito bom, Bom, Regular, Suficiente e Insuficiente. A partir disso, o novo candidato eleito seria aquele com mais votos favoráveis e menos desfavoráveis. Será que este sistema vai pegar?

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