Os nomes mais comuns do Brasil e a falta de criatividade do Sul

Atualizado: Out 18

A escolha do nomes dos filhos talvez seja uma das decisões mais relevantes da vida e, depois que a geração de Enzos tomou conta dos cartórios, passamos a reparar um pouco mais na frequência com que alguns nomes surgem.


Nesta matéria, destacamos algumas estatísticas sobre os nomes mais comuns nas crianças nascidas entre 2015 a 2020, em especial a ascensão dos nomes Arthur e Heitor, que surgem com muito mais velocidade.


Crescimento dos Enzos


Ao longo dos últimos anos, os Enzos tomaram conta dos cartórios, principalmente o nome composto Enzo Gabriel, que se tornou mais comum em 2017 e, nos dois anos seguintes, tornou-se o nome mais usado entre todos os brasileiros, passando a então liderança do Miguel e da Maria Eduarda.



Mudança de cenário

Não precisou nem do início da pandemia para ocorrer grandes mudanças no cenário de nomes do Brasil, já no início de 2020 parece que tudo mudou. O nome Enzo deixou até de estar entre os 10 mais frequentes, abrindo espaço para o retorno do Miguel e, principalmente, do nome Arthur, que finaliza 2020 como o mais frequente.


A evolução destes nomes ao longo do tempo mostra como as coisas mudam rapidamente, seja durante os anos de 2016 e 2017, com o crescimento do Enzo e, depois, em 2020, com o retorno do uso dos nomes Miguel e Arthur.

Falta de criatividade?

O crescimento de nomes mais populares é curioso por ocorrer em um contexto de mais maiores fontes de informação e tambem de mais variedade de influencers que acabam servindo de inspiração e referência. Mesmo assim, os 10 nomes mais comuns representaram 9% de todos os nascimento em 2020, percentual duas vezes maior que o de 2018, quando representou apenas 4%.


Este crescimento se destoa dos últimos anos, em que havia uma queda ou estagnação da representação dos nomes mais comuns. Portanto não há uma tendência clara de falta de criatividade nos nomes.


Aliás, avaliando o histórico do percentual dos nomes mais comuns em relação ao total de nascimentos, a Região Sul claramente é a menos criativa do Brasil. Nos quatro primeiros anos de registro dos dados, os 50 nomes mais comum representaram quase 40% do total de nascimentos, sendo que o percentual das outras regiões mal ultrapassou a faixa de 15%.



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