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Dia dos Pais deu fôlego ao comércio — mas com tíquete menor

Com a força das campanhas do Dia dos Pais, o valor movimentado pelo comércio voltou a crescer em agosto, registrando um aumento de 8,4% em comparação com julho. No entanto, o tíquete médio seguiu em queda (-2,8%). A análise do gráfico de transações PIX mostra um pico claro na véspera da data, indicando um maior fluxo de compras de última hora e de menor valor unitário.


A série diária de transações, suavizada por uma média móvel de 7 dias, evidencia picos consistentes nas vésperas das grandes datas do varejo. Em agosto, o salto na véspera do Dia dos Pais demonstra um crescimento de 8,4% em relação a julho.


Principais informações:


  • Reação após o desaceleração de julho: O valor máximo movimentado subiu de R$ 10,4 bilhões em julho para R$ 11,3 bilhões em agosto, recuperando parte da queda de -15,5% registrada no mês anterior, que não teve datas comemorativas significativas.


  • Ainda abaixo do pico de junho: Apesar da alta, o faturamento de agosto ficou 8,4% abaixo do topo de R$ 12,3 bilhões alcançado em junho, que foi impulsionado pelo Dia dos Namorados.


  • Tíquete em trajetória de baixa: O valor médio por compra caiu de R$ 125 em maio para R$ 116 em agosto, uma retração de 7,2% no período. Este é um sinal claro de que os consumidores buscaram presentes mais acessíveis ou aproveitaram promoções.




Nota metodológica: Análise baseada na série mensal de tíquete médio e valor total movimentado (fev–ago/2025) e na curva diária de volume de transações PIX (média móvel de 7 dias). Fonte do gráfico: Caravela com dados do Banco Central do Brasil (PIX).

 
 
 

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