Indústria catarinense recua 4,4% em 2020

Mesmo com crescimento de 2,4% em dezembro, a indústria catarinense encerrou 2020 com resultados negativos. O mesmo cenário foi observado no Paraná e no Rio Grande do Sul.



Santa Catarina


Os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE, mostram que a produção da indústria catarinense cresceu 2,4% em dezembro, ficando acima da média nacional (0,9%).


Em comparação com dezembro de 2019, a expansão foi de 18,7%, a terceira maior do país.


Mesmo com os resultados positivos em dezembro, a indústria encerrou 2020 com queda de 4,4%.


Considerando as atividades da indústria, a queda de 22,3% na produção de veículos, reboques e carrocerias exerceu a maior influência negativa no ano, seguida das atividades de confecção (-15,6%) e de metalurgia (-17,7%). Já o maior crescimento foi registrado na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,5%).


Paraná


A indústria paranaense cresceu 2,8% em dezembro, mantendo os resultados positivos observados desde maio de 2020. Em comparação com dezembro de 2019, a produção do setor cresceu 18,9%, sendo a segunda maior do país.


No acumulado do ano, a produção do estado caiu 2,6%, mantendo os resultados negativos observados desde abril de 2020.

No estado, a queda da fabricação de veículos também foi a mais expressiva no ano (-32,2%), seguida da fabricação de máquinas e equipamentos (-18,2%). Já as atividades que mais cresceram foram: fabricação de produtos de metal (14,3%), de produtos alimentícios (9,3%), e de produtos minerais não-metálicos (8,1%).


Rio Grande do Sul


No estado gaúcho, a produção da indústria cresceu 1,2%. Em comparação com dezembro de 2019, o crescimento foi de 19,7%, sendo a maior do país.


No acumulado do ano, entretanto, a indústria gaúcha caiu 5,4%, encerrando 2020 com resultado negativo.


A queda na fabricação de couros (-21,9%), de veículos (-21,9%) e de minerais não-metálicos (-10,8%) contribuiu para o baixo desempenho no ano. Houve crescimento na produção de produtos de metal (8,9%), de fumo (8,8%) e de celulose (5,3%).


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