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Aumento do salário mínimo: o que dizem os estudos?

Recentemente, muito se tem discutido sobre a possibilidade de aumentar o salário mínimo em diversos países, incluindo o Brasil. Mas afinal, quais seriam os efeitos dessa medida?


Existem diversos modelos de avaliação de políticas públicas que podem ser empregados para isolar os efeitos de um aumento do salário mínimo. Um exemplo prático disso é a cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, que aprovou uma lei para aumentar gradualmente o salário mínimo em toda a cidade a partir de 2018.


Foram realizados estudos sobre os efeitos dessa mudança, utilizando o método de controle sintético em dados de 36 cidades nos EUA de tamanho semelhante a Minneapolis, que não estavam passando por um aumento do salário mínimo no período. Além disso, foi utilizada uma segunda abordagem, a análise cross section, que examina os efeitos do estabelecimento dentro da cidade de Minneapolis.


Os resultados indicam que o aumento do salário mínimo tende a aumentar os salários dos trabalhadores de baixa remuneração (para aqueles que ainda têm emprego), mas leva a uma redução no número de horas trabalhadas. Em alguns casos, esses efeitos podem ser compensatórios, o que pode explicar por que muitos estudos não encontram efeitos significativos no emprego.


Segundo os autores, os aumentos na taxa do salário mínimo aumentaram a remuneração média dos trabalhadores de baixa remuneração em Minneapolis em cerca de 4,5% até o final de 2022, mas houve uma queda de 4% nas horas trabalhadas. Estes efeitos de compensação resultaram em quase nenhuma mudança no salário médio dos trabalhadores de baixa remuneração.


É importante ressaltar que existem diversos fatores que podem influenciar os resultados dos estudos sobre o salário mínimo, como o contexto econômico e social de cada país ou região. Portanto, é fundamental avaliar cuidadosamente as particularidades de cada caso antes de tomar decisões sobre o salário mínimo.

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